Internacional

ONU denuncia execuções e violência em Gaza

ONU responsabiliza Israel e Hamas por atrocidades contra palestinos

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado nesta terça-feira (9), indica que os civis palestinos estão encurralados entre as atrocidades cometidas pelos militares e colonos israelenses e pelo regime dos islamitas do Hamas.

O documento de 18 páginas, da Comissão Internacional Independente sobre a Palestina, vai ser debatido na próxima semana no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O relatório diz que o Estado de Israel é o principal responsável pelas ações dos colonos na Cisjordânia, enquanto as forças ligadas ao Hamas são responsáveis pelos atos cometidos pelos militantes palestinos em Gaza.

“O que é perturbadoramente semelhante é a imposição deliberada de sofrimento à população civil palestina”, observou o jurista indiano Srinivasan Muralidhar, que sucedeu este ano a juíza sul-africana Navi Pillay como presidente da comissão da ONU sobre a Palestina.

“A semelhança perturbadora reside na imposição deliberada de sofrimento à população civil palestina”, acrescentou Muralidhar.

O relatório denunciou ainda o aumento do número de ataques de colonos israelenses contra palestinos.

A violência dos colonos na Cisjordânia “serve como meio para implementar a política do Estado israelense”, uma vez que todos “trabalham para os mesmos objetivos estratégicos, incluindo a manutenção da ocupação e a consolidação de colonatos israelenses ilegais”, conclui o texto.

Em Gaza, o relatório da comissão identificou 249 casos de execuções e violência grave em 2024 e 2025, que fizeram pelo menos 108 mortos e 384 feridos, estando o Hamas implicado em aproximadamente 60 incidentes, “incluindo duas execuções públicas de 11 homens”.

Os atos de violência constituem crimes de guerra e violações do direito internacional, frisou a comissão.

O atual presidente da comissão da ONU declarou estar alarmado “com a gravidade e o caráter público das medidas punitivas do Hamas em Gaza, que infligem trauma profundo a uma população civil já severamente traumatizada”.

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