Saúde

Promessas de emagrecimento rápido levam Anvisa a proibir produtos irregulares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de produtos sem registro que prometiam emagrecimento e outros benefícios terapêuticos sem comprovação científica. A medida faz parte de uma série de ações de fiscalização para combater medicamentos e suplementos irregulares que representam risco à saúde dos consumidores.

Segundo a Anvisa, diversos itens eram vendidos pela internet e em redes sociais com promessas de perda rápida de peso, tratamento de doenças e melhora da saúde, sem qualquer autorização sanitária ou comprovação de eficácia e segurança.

Produtos irregulares foram retirados do mercado

Entre os produtos atingidos pelas medidas estão medicamentos clandestinos e suplementos alimentares comercializados de forma irregular, muitos deles divulgados como alternativas naturais para emagrecimento ou tratamento de doenças.

A agência determinou a interrupção imediata da fabricação, venda, distribuição, propaganda e uso desses produtos em todo o território nacional, além da apreensão dos itens identificados durante as fiscalizações.

Promessas de emagrecimento sem comprovação são proibidas

A Anvisa reforça que suplementos alimentares não podem fazer alegações terapêuticas, como prometer emagrecimento, tratamento ou prevenção de doenças. Esse tipo de indicação é permitido apenas para medicamentos devidamente registrados e avaliados pela agência reguladora.

Segundo o órgão, produtos vendidos com promessas milagrosas podem conter substâncias desconhecidas ou não declaradas, aumentando o risco de efeitos adversos graves à saúde.

Fiscalização combate produtos vendidos pela internet

Grande parte dos produtos irregulares era comercializada em plataformas digitais, marketplaces e redes sociais, utilizando publicidade enganosa para atrair consumidores interessados em emagrecimento rápido.

A Anvisa alerta que a compra de medicamentos e suplementos por canais não autorizados aumenta significativamente os riscos, pois não há garantia sobre a origem, composição ou qualidade dos produtos.

Consumidores devem interromper o uso

A orientação da agência é para que consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos proibidos e procurem orientação médica caso apresentem qualquer reação adversa.

Além disso, estabelecimentos comerciais e plataformas digitais devem retirar imediatamente os itens das prateleiras físicas e virtuais, sob pena de sanções previstas na legislação sanitária.

Anvisa reforça importância do registro sanitário

O registro sanitário garante que medicamentos e produtos para saúde passaram por avaliações técnicas de qualidade, eficácia e segurança antes de serem disponibilizados ao público.

A Anvisa recomenda que consumidores sempre verifiquem se o produto possui registro regular antes da compra e desconfiem de promessas de resultados rápidos ou “milagrosos”, especialmente quando divulgadas exclusivamente pela internet.

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