Crise na FIFA intensifica pressão política
Crise na FIFA expõe fragilidade de liderança de Infantino
A crise na FIFA atingiu um novo patamar nesta terça-feira (4), após dirigentes influentes se afastarem publicamente do presidente Gianni Infantino. O cenário de instabilidade ganhou força depois da controversa proposta — posteriormente abandonada — de vender participação comercial da Copa do Mundo.
A iniciativa, que previa arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 24,8 bilhões), provocou uma reação sem precedentes entre federações e confederações. Portanto, o episódio revelou fissuras profundas na estrutura de poder da entidade máxima do futebol mundial.
Proposta bilionária gera reação imediata
A crise na FIFA começou a se intensificar após a tentativa de criar um novo órgão de direitos comerciais com investimento privado. Embora o projeto tenha sido rapidamente retirado, o impacto político foi imediato.
Infantino, de 56 anos, pediu desculpas pela divisão causada. No entanto, sua posição, antes considerada sólida, passou a ser questionada por diferentes setores do futebol global.
Além disso, o secretário-geral Mattias Grafstrom classificou internamente os acontecimentos como “tristes e repreensíveis”, destacando o clima de turbulência dentro da organização.
Dirigentes se distanciam e críticas aumentam
A crise na FIFA também evidenciou o isolamento de Infantino entre lideranças históricas. Arsène Wenger, chefe de Desenvolvimento Global do Futebol, afirmou não ter participado da proposta e defendeu a retirada imediata do plano.
Segundo Wenger, a decisão foi “necessária e inquestionável”, reforçando a importância de uma entidade independente e transparente. Dessa forma, o episódio ampliou o desgaste institucional da presidência.
Movimento internacional ameaça permanência
A crise na FIFA pode ter consequências ainda mais profundas. Relatórios indicam que três confederações regionais articulam uma estratégia para forçar a saída de Infantino.
Cinco federações europeias retiraram apoio à reeleição do dirigente, enquanto a Dinamarca declarou oposição aberta. Em contrapartida, países como Marrocos, Catar e Kuwait mantêm apoio ao atual presidente.
Apesar disso, UEFA e Concacaf foram contundentes ao afirmar perda de confiança na liderança. Já a Confederação Asiática (AFC) classificou a falta de consulta como “totalmente inaceitável”.
Risco de ruptura no futebol mundial
A crise na FIFA pode desencadear uma ruptura histórica. Segundo o jornal “Times”, UEFA, Concacaf e AFC avaliam medidas drásticas, incluindo a criação de competições independentes caso Infantino permaneça no cargo.
Além disso, a UEFA já solicitou documentos relacionados ao plano abandonado, sinalizando possível ação judicial. Portanto, o cenário atual indica não apenas uma crise política, mas um risco estrutural para o futebol global.
Futuro incerto na entidade
Embora ainda conte com apoio de algumas federações, Infantino enfrenta o momento mais delicado desde que assumiu a FIFA em 2016. A crise na FIFA, portanto, marca uma mudança significativa no equilíbrio de poder da entidade.
Com 211 federações com direito a voto, o Congresso da FIFA será decisivo para o futuro da presidência. Até lá, o ambiente permanece instável e sob forte tensão política.
